Uma equipe de cientistas taiwaneses e norte-americanos produziram árvores de eucalipto geneticamente modificadas (GM) capazes de captar até três vezes mais dióxido de carbono (CO2) que os eucaliptos comuns. Segundo o grupo de pesquisadores, esta é a mais nova alternativa para reduzir a emissão de gases do efeito estufa e, conseqüentemente, o aquecimento global.

Com o apoio do Conselho Nacional para a Ciência (EUA), os membros do Instituto de Pesquisas Florestais de Taiwan (TFRI) e a Universidade do Estado da Carolina do Norte (EUA) engajaram-se no projeto, e, ao final, conseguiram desenvolver eucaliptos geneticamente modificados que não apenas absorvem mais CO2 que o normal, como também produzem menos lignina e mais celulose.

Segundo Chen Zenn-zong do TFRI, a celulose fabricada pelas árvores é aproveitada nos processos comerciais para a fabricação de polpa de papel. Chen explicou que a idéia por trás do projeto é usar a modificação genética para aumentar o valor dos eucaliptos em relação a suas diferentes aplicações industriais. Por essa razão, a intenção é modificar a relação celulose/lignina. “Ao mesmo tempo, aumentamos a capacidade dessas árvores absorverem CO2, o que reduz a quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera”, completou.

Chen estima que, com os eucaliptos transgênicos, que têm 18% a menos lignina e 4,5% mais celulose, a indústria de polpa de papel seria beneficiada com US$ 36 milhões anualmente. E, de quebra, contribuiriam para diminuir dos efeitos do aquecimento global.

FONTE: Chinapost – 14 de setembro de 2007