2017.01.31.imagem.300x200.site.interna.FormigaTransgenicaEm um laboratório de Manhattan, o pesquisador da Universidade Rockefeller (EUA) Daniel Kronauer estuda a biologia, a genética e o comportamento de uma espécie de formiga (Cerapachys biroi). Kronauer e sua equipe editaram, pela primeira vez, o genoma desse inseto. Por meio dessa estratégia, eles identificaram as chaves moleculares e neurais que fazem com que esses animais se comportem como enfermeiras (alimentando os mais novos), rainhas (procriando mais) e como policiais (capturando colegas rebeldes).

Além da modificação genética, um poderoso computador monitora cada uma das formigas 24 horas por dia. Como? Os cientistas pintaram centenas de insetos com tintas de cores vibrantes para que o programa consiga identificar cada uma delas e rastrear seus movimentos.  Os pesquisadores esperam utilizar os insetos como organismos-modelo para o estudo da origem e da evolução de sociedades de animais. Esse é considerado um estudo de sistemas biológicos complexos.

Na edição de genoma, os pesquisadores “desligam” genes ou editam o DNA das formigas e veem como elas reagem. Nesse momento, entra o trabalho do computador, que acompanha meticulosamente a comportamento da formiga (e pintada de uma cor específica). O time do Dr. Kronauer vem estudando como a expressão de determinados genes pode afetar o comportamento das formigas e seus resultados foram publicados nas revistas científicas Proceedings of the National Academy of Sciences e Journal of Experimental Biology.

Fonte: The New York Times, 30 de janeiro de 2017