2017.01.20.imagem.300x200.site.interna.Zikav2Em um esforço para encontrar métodos eficientes para combater o zika vírus, pesquisadores da Universidade de Purdue, nos EUA, conseguiram determinar a estrutura exata da forma imatura do vírus. O Zika pertence à família dos flavivírus (assim como os agentes causadores da dengue e da febre amarela) e, apesar de somente as formas maduras dos flavivirus serem consideradas contagiosas, as imaturas também são encontradas em células hospedeiras. “O estudo será uma ferramenta para entender como acontece a infeção e como ela se espalha”, afirmou o professor de Ciências Biológicas da Universidade de Purdue, Michael Rossmann.

Vários grupos de pesquisa já fizeram o sequenciamento completo do genoma do vírus da zika, mas sua estrutura permanecia desconhecida até agora. A técnica usada para revelar a estrutura do vírus foi a microscopia crioeletrônica, que conseguiu imagens em uma resolução quase atômica. A pesquisa identificou também que o genoma do vírus está alojado em uma “cápsula” protetora que inclui uma membrana de lipídios, um “envelope” de proteínas e mais duas camadas de membranas.

Identificado no Brasil pela primeira vez em abril de 2015, o vírus da zika costuma causar sintomas como febre, coceira e dores musculares. Entretanto, o que mais preocupa é a associação do vírus com outras doenças, a exemplo da microcefalia. Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o vírus da zika também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

O trabalho foi publicado na mais recente edição da revista científica Nature e deverá ter um impacto importante no desenvolvimento de tratamentos e vacinas, inclusive por meio da biotecnologia.

Fonte: Universidade de Purdue, 20 de janeiro de 2017