Aduki bean pulses in a wooden spoon and forming a background.Cientistas chineses anunciaram nesta semana a conclusão do sequenciamento do genoma do feijão azuki. O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, é fruto de uma colaboração entre a Universidade Agrícola de Pequim, a Academia Chinesa de Ciências e o Instituto de Genômica de Pequim. A pesquisa é especialmente importante porque esse alimento é fonte de nutrientes para pelo menos um bilhão de pessoas em todo o mundo.

Rico em proteínas, fibras, ferro, potássio, zinco e vitaminas do complexo B, o feijão azuki é comum na culinária oriental, principalmente na China, Coreia e Japão. De acordo com o professor da Universidade Agrícola de Pequim e autor do estudo, Wan Ping, o azuki é estratégico do ponto de vista da segurança alimentar. “Quando comparada a outras plantas da mesma família como a soja, observamos que essa leguminosa apresenta altos índices de amidos e baixo teor de gordura”.

Para o Wan Ping, o mapeamento genético da espécie vai facilitar a identificação de genes de interesse agronômico, que codificam nutrientes ou que estão associados às propriedades medicinais da planta. O feijão azuki foi domesticado na China há 12 mil anos e hoje é cultivado em mais de 30 países. Em virtude de ser um alimento que combina baixos teores de calorias e gorduras com altos níveis de proteína e compostos bioativos, com frequência é um alimento associado a dietas de perda de peso e à medicina tradicional chinesa.

Fonte: PNAS e Ministério da Agricultura da China, Outubro de 2015