Agricultores de região do Peru devastada pelas chuvas recorreram ao melhoramento genético clássico para desenvolverem plantas resistentes a doenças e mais produtivas

A produtividade da batata aumentou em média três vezes desde que duas novas variedades da planta começaram a ser cultivadas em Cusco, no Peru, há aproximadamente dois anos e meio. Esta região, em janeiro e fevereiro de 2010, foi afetada por fortes chuvas e enchentes e sua agricultura foi fortemente prejudicada.

Por meio do melhoramento genético clássico, vinte clones da planta que apresentavam algum tipo de resistência à doença da requeima, comum em plantações de batatas e tomates, foram avaliados e selecionados por cientistas e por 200 famílias locais. Este mal é causado pelo fungo Phytophthora infestans e representa uma ameaça constante aos produtores da região dos Andes. Depois de anos de pesquisa em colaboração com a comunidade, duas variedades com as melhores propriedades para os agricultores da região foram selecionadas e oficialmente lançadas no mercado peruano.

Os agricultores familiares da região dos Andes conseguiram uma produtividade média 3 vezes maior do que a obtida com batatas nativas, que continuam a ser cultivadas. Desde que começaram a ser plantadas, as novas variedades foram responsáveis pelo fornecimento de 15 a 16 toneladas por hectare, contra somente cinco toneladas obtidas nas variedades convencionais.

Fonte:
IPC – Julho de 2012