300x200-site-interna-arvoresCientistas do Brasil e do mundo lançam mão da biotecnologia para modificar geneticamente o eucalipto e desenvolver novas variedades que expressam diversas características. As pesquisas buscam, por exemplo, maior densidade e volume, melhorar qualidade da madeira, aumentar o teor de celulose e ganhar eficiência e rendimento na produção e obtenção da celulose. Há pesquisas que pretendem, ainda, desenvolver plantas com tolerância a herbicidas e resistência a insetos, vírus, bactérias, fungos e parasitas, além de tolerância ao frio, à salinidade e à falta de água.

Embora o Brasil ocupe posição de destaque no cenário mundial do melhoramento genético das florestas plantadas, não é somente no País nem apenas com eucalipto que existem pesquisas. A diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), a bióloga Adriana Brondani, menciona que há três nações na vanguarda desses estudos. “Além do Brasil, devemos destacar também os Estados Unidos e a China”, revela.

Por conta das características de clima e solo, as pesquisas com árvores transgênicas nos Estados Unidos se concentram em variedades de pinus. O pesquisador em Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Giancarlo Pasquali lembra que os norte-americanos já têm um mamoeiro (papaya) resistente ao vírus da mancha anelar liberado comercialmente e aprovado para consumo nos EUA e no Canadá desde 1998.

Em relação às árvores transgênicas sob análise para liberação comercial nos Estados Unidos, Pasquali cita três espécies: a ameixeira-preta (Prunus domestica) resistente a vírus, um eucalipto tolerante ao frio e o choupo-do-Canadá resistente ao besouro-das-folhas. Na China, há plantações e comercialização de álamos transgênicos do gênero Populus desde 2001. “Essas espécies são resistentes a insetos e plantadas comercialmente para produção de celulose, papel e combustível”, diz Pasquali. No país asiático, a presença de insetos desfolhadores em plantações de Populus levou os pesquisadores locais a introduzirem os genes de resistência a esses insetos nessas árvores.

Fonte: Redação CIB, novembro de 2016