Winners-A-300x200Nesta semana, dia 19 de junho, os cientistas especializados em biotecnologia agrícola Marc Van Montagu, Mary-Dell Chilton e Robert T. Fraley foram homenageados com o prêmio World Food Prize de 2013. Todos os pesquisadores, pioneiros na aplicação de técnicas de engenharia genética vegetal, ajudaram a modernizar a agricultura global. O prêmio existe desde 1994 e nomeia, anualmente, personalidades que investiram em segurança alimentar. É a primeira vez que o prêmio é concedido a um pesquisador belga, Montagu. Chilton e Fraley são norte-americanos.

No dia seguinte ao anúncio dos laureados, dia 20 de junho, a notícia já repercutia positivamente na Europa. O secretário de Meio Ambiente britânico, Owen Peterson, afirmou que os organismos geneticamente modificados (OGM) podem trazer benefícios à saúde humana, à agricultura e à indústria.  “Após anos de pesquisas, a Ciência ainda não encontrou solução melhor para problemas, como a alta demanda de alimentos e mudanças climáticas, do que a adoção de OGM na agricultura” afirmou. Além disso, Peterson também se mostrou favorável à flexibilização de normas regulatórias sobre transgênicos. “Queremos transformar o Reino Unido em uma referência para pesquisa e desenvolvimento de OGM”.

O posicionamento do secretário de meio ambiente está em consonância com o do Primeiro-Ministro britânico, David Cameron. Na semana anterior, Cameron afirmou que o Reino Unido precisa estar aberto aos argumentos da ciência. “É nosso dever mostrar ao povo que os OGM são seguros”, disse.

O governo britânico pode pedir à União Europeia (UE) que reveja suas restrições sobre o cultivo dessas plantas e o consumo dos alimentos delas originados. A UE tem permitido ensaios em pequena escala com plantas geneticamente modificadas, embora importe variedades de países como o Brasil.

De acordo com Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), a Europa contribuiu, em 2012, com 0,13 milhões de hectares plantados com culturas transgênicas, do total de 170,3 milhões de hectares cultivados em todo mundo.

Fonte: Redação CIB, Telegraph, Independent e BIOtech Now – Junho de 2013