A aplicação da engenharia genética na agricultura tem sido fundamental na produção de plantas resistentes ao chamado estresse ambiental. Ou seja, cientistas têm procurado desenvolver espécies que sobrevivam às adversidades de regiões áridas, muito frias ou com grande concentração de sal no solo. O desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas resistentes a solos secos, por exemplo, poderá dar um grande impulso à produção agrícola, especialmente em países com pequeno porcentual de áreas férteis. Além disso, cientistas americanos e europeus estão desenvolvendo uma série de experiências no sentido de evitar a desidratação de algumas espécies, com a identificação dos genes que têm essa propriedade. Hans Bohnert, da Universidade de Illinois, trabalha com plantas de tabaco para a obtenção de variedades geneticamente modificadas capazes de sobreviver ao estresse hídrico. Já o pesquisador Eduardo Blumwald, da Universidade da Califórnia, fez experiências com plantas de Arabdopsis e de tomate transgênico, que podem ser tolerantes a solos salinos. Os dois cientistas esperam poder desenvolver cereais com essa característica. Esse trabalho foi publicado na Revista Science (http://www.sciencemag.org/) e o texto pode ser lido também no seguinte endereço: http://www.isaaa.org/KC/News/CBTnews/CBTN_recent.html.