Os transgênicos são uma das alternativas que a biotecnologia oferece para ajudar a alimentar um mundo que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), terá quase 10 bilhões de pessoas em 2050. Na Semana Mundial da Alimentação, que vai até este domingo (22), a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, destaca que a agricultura brasileira adota soja, milho e algodão geneticamente modificados para resistência a insetos e tolerância a herbicidas.

“Essas variedades apresentam características muito importantes para o produtor manejar suas lavouras. E nós, como consumidores, nos beneficiamos com a oferta de produtos em maior quantidade e grande qualidade que temos tido nos últimos anos”, afirma Adriana.

A diretora-executiva do CIB cita, ainda, alguns países onde já existem outros produtos da biotecnologia disponíveis à população. “Nos Estados Unidos, já houve a aprovação de produtos que ainda são pesquisados aqui no Brasil e que, em breve, veremos no mercado. Já temos nos EUA, por exemplo, milho tolerante à seca, mamão resistente a vírus e maçã que não escurece quando cortada. São produtos bastante diferenciados. Além disso, o Canadá aprovou, recentemente, um salmão que cresce mais rápido. E, em Bangladesh, encontramos uma berinjela resistente a insetos”, enumerou.

A especialista também lembra que as características dos transgênicos contribuem para aumentar a oferta de alimentos em todo o mundo de maneira sustentável. Isso porque, com a biotecnologia, é possível conseguir uma maior produtividade dentro de uma mesma área plantada e com a otimização de recursos.

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