Um projeto liderado por cientistas americanos aponta que o código de DNA de uma pessoa pode se diferenciar em pelo menos 10 vezes de uma outra.

Com isso a suposição de que o DNA de dois seres humanos é 99,9% semelhante cai por terra. A descoberta dos cientistas americanos ajusta o número para 99% de semelhança – no máximo. Isso ajuda explicar o fato de algumas pessoas serem mais suscetíveis a doenças de origem genética ou então responderem melhor a certos tratamentos.

A descoberta publicada nesta quinta-feira também revela que, ao contrário do que se acreditava, as pessoas podem ter mais de duas cópias de cada gene.

“Cada um de nós tem um padrão único de perdas e ganhos de seqüências completas de DNA”, disse Matthew Hurles, do Instituto Sanger do Wellcome Trust da Grã-Bretanha, que fez parte do projeto.

“A variação do número de cópias que pesquisadores viram antes era simplesmente a ponta do iceberg, enquanto a maior parte fica submersa, sem detecção. Agora nós observamos a contribuição imensa desse fenômeno às diferenças genéticas entre indivíduos.” afirma o pesquisador.

Fonte: BBC Brasil – 23/11/2006