Para muitas pessoas, tomar um cafezinho pela manhã é praticamente um ritual. Para outras, apenas uma dose não é suficiente. A bebida também é muito consumida após as refeições e rotineiramente oferecida às visitas. O consumo de café, entretanto, mais do que uma decisão que agrada ao paladar, pode estar relacionado ao DNA: é isso que revela uma pesquisa publicada recentemente na revista científica britânica Scientific Reports.

CaféTestes em laboratório identificaram que o gene PDSS2 que pode influenciar na maneira como o organismo metaboliza cafeína. Um grupo de pesquisadores liderados por Nicola Pirastu, da Universidade de Trieste, descobriu que quanto mais o gene é ativo no genoma de uma pessoa, menos ela bebe café. “A hipótese é que nesses casos, o gene faz com que o metabolismo da cafeína seja mais lento, razão pela qual esses indivíduos precisam de menos café para sentir os efeitos positivos da bebida”, afirma Pirastu.

Para realizar o estudo, além de analisar o DNA de 1207 italianos e 1731 holandeses, os pesquisadores fizeram um levantamento do consumo de cafeína desses indivíduos. De modo geral, os holandeses tendiam a beber mais café. Entretanto, nos dois casos, participantes com níveis mais altos de expressão do gene PDSS2 consumiam menos café quando comparados a seus compatriotas.

“Os resultados do nosso estudo se somam às pesquisas já existentes, sugerindo que nossa tendência a tomar café pode ser determinada por nossos genes” conclui Pirastu. O consumo de café está associado à prevenção de diversas doenças, a exemplo de problemas de coração, diabetes e câncer. Apesar disso, ele também predispõe os consumidores a terem distúrbios do sono.

Fonte: Scientific Reports, agosto de 2016