O desenvolvimento de pesquisas na área de biotecnologia acaba de receber o aval da Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentos (FAO), órgão responsável, entre outras atividades, pelo aumento da produtividade na agricultura e pela melhoria da qualidade de vida da população mundial. A decisão foi tomada na Conferência Internacional de Alimentos, em Roma, entre os dias 10 e 13 de junho.
Além desse apoio, a FAO pretende fomentar projetos de preservação de algumas plantas que se encontram em risco de extinção. Levantamentos da agência dão conta de que, de 10 mil variedades de plantas que originam alimentos já utilizados para consumo humano, há, atualmente, somente cerca de 120 espécies cultivadas que fornecem o total de 90% da produção mundial. “Todo melhoramento de cultivos, seja pelo cruzamento de plantas convencionais, seja pela utilização das últimas técnicas da engenharia genética, requer diversidade biológica”, disse Geoffrey Hawtin, diretor geral do Instituto de Pesquisa Genética de Plantas de Roma.
A FAO espera que os novos estudos na área de biotecnologia beneficiem os governos e as organizações internacionais, fortalecendo também o tratado internacional de preservação das variedades mais importantes, assinado em novembro do ano passado. O acordo, estabelecido na última conferência, realizada na Suécia, contou com assinaturas de 43 países.
Essas iniciativas visam a reduzir pela metade o montante de desnutridos no mundo com a ajuda da biotecnologia – de 800 milhões para 400 milhões até 2015.