A Austrália e a Nova Zelândia agora podem comercializar, para uso alimentício, uma variedade de milho tolerante ao herbicida glifosato, conforme decisão das agências governamentais dos dois países, tomada com base numa recomendação da Australia New Zealand Food Authority (ANZFA), entidade que regulamenta a venda de alimentos em ambas as nações. O parecer saiu praticamente um ano e meio após a análise.
A ANZFA costuma testar todos os alimentos geneticamente modificados para verificar se possuem os elementos nutricionais dos exemplares convencionais e para checar se não causam nenhuma desvantagem ao consumo humano e ao meio ambiente. No milho transgênico, nada constatou de anormal. Pudera. Essa planta contém um gene já utilizado em outros produtos derivados da canola, da beterraba e do algodão, todos eles devidamente liberados para fins alimentícios nesses países.
Mesmo ainda tendo seu cultivo proibido na Austrália e na Nova Zelândia, o milho transgênico está a um passo de integrar a dieta de seus habitantes, sobretudo dos australianos. Uma pesquisa realizada pela Agência Governamental de Biotecnologia da Austrália apontou que metade da população está disposta a consumir alimentos provenientes da biotecnologia. Há três anos, a aprovação popular não passava de 25%.