Depois da aceitação da soja e do milho transgênicos nos cinco continentes, é a vez do algodão geneticamente modificado ganhar a atenção dos agricultores. Na África, o Instituto de Pesquisas Agronômicas do Quênia (KARI) está conduzindo pesquisas de campo com a variedade do algodão transgênico Bt, aplicada no controle de pragas que atacam as plantações. O objetivo é estabilizar a eficácia da proteína Cry IA(c), estudar os seus efeitos em insetos não-alvo e avaliar os possíveis riscos de fluxo gênico com lavouras convencionais (que estão separadas por uma distância de 500 metros). As fazendas transgênicas também serão inspecionadas pelo Conselho Nacional de Biossegurança (NBC) e pelo Serviço de Inspeção Nacional de Saúde (Kephis).
Nos Estados Unidos, uma avaliação da Universidade do Arizona com 81 agricultores locais mostrou que o uso de algodão transgênico reduziu a aplicação de pesticidas e melhorou o controle das pragas, em comparação com as variedades convencionais. O rendimento das lavouras transgênicas foi 9% maior que o das não-transgênicas. A pesquisa foi publicada pelo Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS).

Fontes: Department of Entomology, University of Arizona e East African Business Week 24 Abril 2006