Uma nova técnica pode excluir a necessidade de se adicionar adoçantes aos produtos lácticos.
Introduzindo uma nova bactéria geneticamente modificada nos laticínios, o processo de fermentação é limitado à conversão de lactose em glicose. A pesquisa, ligada ao projeto Nutra Cells, patrocinado pela União Européia, traz também soluções a casos de intolerância à lactose, porque convertendo a lactose na glicose láctica, o conteúdo final da lactose do laticínio é significativamente reduzido.
 
“O produto resultante pode ser usado no lugar da glicose, evitando a necessidade de se adicionar adoçantes como ingredientes adicionais nos laticínios”, escreveu o cientista Wietske Pool, da Universidade de Groningen. “Além disso, a remoção da lactose por esse procedimento poderia ser muito útil na manufatura de produtos para indivíduos intolerantes à lactose”.

Usada na indústria de laticínios para a fabricação de produtos de leite fermentado, a Lactococcus lactis tem uma via metabólica de carbono relativamente simples. Neste caso, os pesquisadores conseguiram excluir genes codificados para o metabolismo da glicose, resultando na separação do principal sistema de transporte de açúcar, o chamado fosfotransmissor de açúcar (PTS).

Excluindo certos genes na lactose PTS, foi possível criar uma bactéria que seletivamente realiza o processo de fermentação, formando o produto láctico. Um dos genes excluídos foi descoberto recentemente – a glicose PTS Ell-cel (ptcBAC) – enquanto os outros já são conhecidos – glucokinase (glk) e EIIman/glc (ptnABCD).

Fonte: Checkbiotech – 4 de outubro de 2006