Soja, milho e algodãoEstudo feito pela consultoria Céleres e divulgado pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) sobre impactos econômicos e socioambientais dos transgênicos nas lavouras brasileiras mostrou que, desde a primeira vez em que foi adotada no Brasil, em 1996, a biotecnologia agrícola já proporcionou aos agricultores benefícios econômicos de US$ 18,8 bilhões.

Os sucessivos ganhos de produtividade obtidos graças à tecnologia são responsáveis por aproximadamente US$ 9,6 bilhões, ou 51%, desse total. Além disso, o acúmulo de US$ 5,6 bilhões (30%) neste período se deveu à redução de custos ocasionada pelo manejo facilitado das culturas geneticamente modificadas (GM). Apenas 19% dos benefícios econômicos, ou US$ 3,6 bilhões, ficaram com a indústria. Isso equivale dizer que, somando o aumento de produtividade e a redução de custos proporcionada pela adoção de sementes transgênicas, os agricultores acumulam ganhos de US$ 16 bilhões, 81% do total.

Ainda segundo o estudo realizado com 360 agricultores dos principais estados entre abril e junho, a cultura do milho é responsável por 58% do incremento na renda, seguida pela soja (39%) e pelo algodão (3%). Um produtor de uma lavoura de 50 hectares de milho resistente a insetos acumulou retorno adicional de até US$ 100,4 mil em quatro anos. Para os próximos 10 anos, a estimativa é que esse mesmo produtor tenha um incremento de US$ 324,1 mil.

Com a previsão de novas liberações, maior adoção por parte dos produtores e o aprimoramento das tecnologias atuais, o benefício econômico total da adoção dos transgênicos nos próximos dez anos deve chegar a US$ 118,2 bilhões, sendo que 82% desse valor ficará com o produtor, porcentagem ainda maior do que a atual.

De acordo com a Céleres entre 2012/2013 e 2021/2022 devem ser semeados no Brasil 16,2 milhões de hectares de algodão geneticamente modificado, 178,4 milhões de hectares de milho e 293 milhões de hectares de soja.

Fonte: Céleres, janeiro de 2013