A experiência dos agricultores em todo o mundo com a biotecnologia tem de ser levada em consideração para qualquer tipo de discussão que se queira travar a respeito desse processo. É o que afirma um artigo de autoria do agricultor Dean Kleckner, que critica os opositores da biotecnologia por ignorarem que os agricultores vêm lidando com plantações GMs por uma década e que bilhões de pessoas têm consumido tais produtos sem nenhum tipo de problema. “Nós agricultores, temos sido, na verdade, os primeiros engenheiros genéticos”, diz Kleckner, ressaltando que, mesmo antes de os “jaquetas brancas” descobrirem o DNA nos laboratórios, já eram feitas nas fazendas experiências de misturar todos os tipos de plantações para conseguir mais produtos, melhores e mais saudáveis. Na época, disse Kleckner, essas experiências eram consideradas comuns, diárias, “mas hoje sabemos que eles já estavam manipulando genes”. Assim, enfatiza, agricultores sabem mais sobre alimentos genéticos do que a maioria da população.

Outro ponto que Kleckner considera importante é reconhecer que evolução, mudanças na engenharia genética são “parte da vida”. “Todo mundo gosta de comer grandes tomates, que os agricultores vêm plantando há anos; mas, para chegar a isso, houve mudanças o tempo todo, por meio dos experimentos”. Os tomates que compramos hoje nos mercados, diz ele, são originários de uma espécie selvagem, que produz pequenas sementes vermelhas. “Não há nada como um bom tomate, que gostamos tanto, e que é fruto de experiências genéticas realizadas por agricultores”.

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