Nesta segunda-feira (11) começa em Londrina a primeira Conferência Internacional de Agroenergia (Conae), que segue até quarta-feira (13). O evento deve reunir cerca de mil pessoas entre pesquisadores e empresários ligados à produção agroenergética e ao aprimoramento do desenvolvimento tecnológico de biocombustíveis. Paralelo ao evento, haverá ainda a primeira Exposição e Feira de Tecnologia para a Geração de Energia Renovável e Alternativas Energéticas.

Serão realizados 19 painéis e 9 conferências sobre temas: Mercado de Carbono, Cenários Mundiais dos Mercados de Biodiesel, Plano Nacional de Agroenergia, Perspectivas Energéticas Mundiais, Oleaginosas, Aproveitamento de Bioprodutos, Biomassa Florestal, Biogás, Mudanças Climáticas Globais, Máquinas e Motores, Aproveitamento de Resíduos, Agroenergia e Inserção Social, entre outros.

Por meio da Conae, pretende-se consolidar a liderança brasileira em geração de agroenergia, diversificar a produção agropecuária brasileira, aproveitar as oportunidades comerciais e ambientais contidas no Protocolo de Kyoto, além de firmar parcerias entre setor público e privado para criar uma plataforma de pesquisas no setor agroenergético.

A iniciativa é da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, com o apoio da Embrapa, Governo do Paraná, Iapar, Embratur, Crea-PR, Adetec, Sociedade Rural do Paraná, Londrina Convention & Visitors Bureau, Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina, Sociedade Brasileira de Metrologia, Paraná Metrologia, Mútua, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Sistema Fiep.

Especialistas apontam o Brasil como o país com maior potencial de crescimento na produção de energia renovável, especialmente etanol e biodiesel, devido à disponibilidade de terras agriculturáveis e da posição geográfica privilegiada. Segundo o coordenador técnico da Conae, Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa e conselheiro do CIB, atualmente, a bioenergia é responsável por cerca de 5 a 10% do agronegócio e ate o final do século o segmento de energia renovável deverá ser responsável por pelo menos 35% do agronegócio.

Atualmente o álcool é o carro-chefe da bioenergia brasileira, colocando o país como principal produtor mundial. Em 2005, foram produzidos 17,5 bilhões de litros de etanol derivado da cana-de-açúcar por aqui. No entanto, a previsão é de que os Estados Unidos nos ultrapassam em breve, já que investem muito em pesquisas energéticas e na produção de álcool extraído do milho. Além do etanol outro segmento que deve alavancar o crescimento da produção dos grãos no Brasil é a popularização dos combustíveis renováveis à base de oleaginosas a exemplo de soja, milho, girassol e canola como substitutivos para o diesel, aumentando o leque comercial da produção agrícola brasileira.

Fonte: Embrapa (11/12/2006)