As amoreiras são muito importantes para a sericultura (criação de bichos-da-seda) na Índia. Também são muito utilizadas em programas florestais e hortícolas, pois existe grande interesse em obter variedades adaptadas às condições climáticas e agrícolas para manutenção da indústria da seda no país, que é a segunda maior do mundo.

Os cientistas da Universidade de Nova Délhi obtiveram amoreiras tolerantes à salinidade e ao estresse hídrico por meio da introdução do gene HVA1 da cevada. Tal gene é responsável pela informação que induz a fabricação de um grupo de proteínas conhecidas por LEA (sigla que, em inglês, significa late embryogenesis abundant).

Já era de conhecimento dos cientistas que tais proteínas funcionam como protetores celulares. Em baixas condições de estresse hídrico, as amoreiras transgênicas apresentaram uma maior estabilidade de membrana, melhor rendimento fotossintético e um uso mais eficiente da água que as variedades convencionais. No estudo, os cientistas puderam comprovar que as proteínas LEA mantêm a integridade das membranas das células e dos cloroplastos durante o estresse osmótico. Os bioensaios realizados demonstraram também que a proteína recombinante HVA1 não oferece nenhum risco ao desenvolvimento do bicho-da-seda, nem ao rendimento da seda. O trabalho foi publicado na revista Transgenic Research.

FONTE: www.isaaa.org/ kc/cropbiotechupdate /online/ default.asp? Date=10/26/2007#1060