Alfafa TransgenicaA Argentina tonou-se, em junho deste ano, o terceiro país do mundo a aprovar uma alfafa transgênica. Nossos vizinhos seguem os passos dos Estados Unidos e do Canadá, que já adotam essa tecnologia agrícola há alguns anos. A partir de agora, os agricultores argentinos poderão plantar o vegetal geneticamente modificado. A nova alfafa apresenta tolerância a herbicida e teor reduzido de lignina, composto que interfere na digestão do gado. A cultura é usada principalmente como feno para rebanhos bovinos.

A proposta foi apresentada pelo Instituto de Agrobiotecnologia de Rosário (INDEAR) em parceria com as empresas argentinas e multinacionais. Autorizada pelo Ministério da Agroindústria do país sulamericano, a forrageira transgênica será uma opção para agricultores e facilitará a produção. “O agricultor que usar a alfafa transgênica poderá incorporar uma nova ferramenta para controle de ervas daninhas nas fases iniciais do ciclo de produção. Isso tem potencial de contribuir para manutenção de produtividade, qualidade e valor comercial de forragem”, informa o ministério.


SAIBA MAIS

Em 2017, Argentina completou 20 anos de adoção da biotecnologia agrícola

Brasil é responsável por 26% da área plantada com transgênicos no mundo


Alfafa transgênica diversifica biotecnologia agrícola na Argentina 

De acordo com o Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), a Argentina é um dos países que mais adota transgênicos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e do Brasil. Em 2017, foram 23,6 milhões de hectares plantados com soja, algodão e milho geneticamente modificados (GM), o equivalente a 12% da área global de 189.8 milhões de hectares.

Segundo o relatório, com a crescente demanda por proteínas para alimentação humana e animal, a adoção de variedades transgênicas que ajudem a atender esse mercado é uma oportunidade. Além da soja e do milho, que também são usados na alimentação animal, a chegada da alfafa transgênica pode ser estratégica para a Argentina se fortalecer como um provedor mundial de alimentos seguros, saudáveis e competitivos.

 

Fonte: Ministério da Agroindústria Argentina, junho de 2018