Há 10 mil anos o grão é melhorado por meio do processo de seleção artificial

Não é de hoje que o ser humano interfere na genética das plantas para obter variedades com melhores características agronômicas, a exemplo da produtividade. Segundo um grupo de cientistas liderados por Masanori Yamasaki, da Universidade de Kobe, no Japão, esse é o caso do arroz. Testes genéticos mostraram que, no processo de domesticação, as mutações tornaram os talos do arrozeiro mais robustos e aumentaram a capacidade de produção de grãos da planta.

Os cientistas analisaram o genoma do arroz selvagem e o comparou ao de duas subespécies do cereal, domesticados em momentos e de forma diferentes. Devido a uma mutação no gene “semi anão 1” (SD1), o caule do arroz ficou mais curto. A diversidade genética no SD1 é muito maior no arroz selvagem que nas espécies cultivadas pelo ser humano, que guardaram as mutações. Para os autores, isso sugere que houve uma seleção artificial durante o início do processo de domesticação do arroz.

A conclusão da pesquisa é de que nossos antepassados (agricultores chineses) levaram em conta a altura dos pés e selecionaram as menores plantas, que tinham características genéticas específicas. Assim como acontece com os atuais transgênicos, os antigos produtores também tinham o objetivo de aumentar a produtividade.

Fonte: PNAS – 06 de junho de 2011