No combate à anemia, há décadas cientistas do mundo inteiro estudam formas de amenizar a deficiência de ferro nos seres humanos. Estima-se que cerca de 30% da população do planeta conviva com esse tipo de deficiências. Suplementos de ferro podem rapidamente melhorar a condição de uma pessoa anêmica, mas são caros. Por isso, acredita-se que fortificar os alimentos seja a melhor estratégia de longo prazo. No entanto, compostos de ferro cujo aproveitamento desse nutriente pelo ser humano é relativamente grande provocam mudanças de cor e sabor nos alimentos. E os compostos que não reagem organicamente são normalmente mal absorvidos pelo corpo. Uma opção mais sustentável seria o enriquecimento da matéria-prima dos alimentos por meio do aprimoramento das espécies ou por meio da engenharia genética. No Instituto para Pesquisas em Biomedicina, na Suíça, estão sendo realizadas experiências com engenharia genética para aumentar o conteúdo de ferro no arroz e melhorar sua absorção pelos intestinos humanos. Os cientistas introduziram um gene de feijão no arroz para aumentar seu conteúdo de ferro. Também inseriram elementos de outras plantas para elevar o aproveitamento desse nutriente pelo organismo. Alguns tipos de proteínas do arroz foram estimuladas porque se considera que reforçam a absorção do ferro. A pesquisa resultou na produção de grãos de arroz transgênicos que poderão potencialmente aumentar tanto a absorção do ferro como seu aproveitamento pelo corpo, mas os estudos ainda prosseguem.