Parece mesmo que os consumidores americanos estão conseguindo separar o joio do trigo quando apresentados corretamente aos processos científicos que levam à produção de plantas e alimentos geneticamente modificados. Pelo menos é isso que se conclui de uma pesquisa divulgada na edição de junho do Jornal da Universidade Americana de Nutrição.
Uma equipe coordenada pelo dr. Charles Santerre – professor de nutrição da Universidade de Purdue, Indiana, EUA – ouviu 576 pessoas para verificar se as suas atitudes frente aos alimentos transgênicos mudavam depois de uma aula sobre o assunto.
Pois as conclusões foram bastante positivas: antes das aulas, apenas 31% dos participantes acreditavam que as plantas transgênicas são adequadamente regulamentadas pelas agências federais e, menos ainda, só 25%, apostavam que a biotecnologia não é responsável por nenhum aumento nos índices de alergia alimentar. Após as aulas, 83% das pessoas afirmaram que essas plantas são regulamentadas corretamente e 63% responderam que a biotecnologia não adiciona aos alimentos novos componentes que causam alergia. “Também concluímos que 90% dessas pessoas comeriam e serviriam alimentos geneticamente modificados a seus familiares”, afirma Santerre.