Pesquisas preliminares indicam um aumento de três vezes no teor de ferro do arroz branco. O próximo passo do programa é expandir a tecnologia para outros cereais.

O pesquisador do Departamento de Botânica da Universidade de Melbourne, Alexander Johnson, está usando a biotecnologia para gerar novas variedades de arroz que contêm teores mais altos de ferro. O processo é chamado de “biofortificação”. As pesquisas preliminares de Johnson indicam um aumento de três vezes no teor de ferro do arroz branco. O próximo passo do programa é expandir a tecnologia para outros cereais, a exemplo do o trigo.

Segundo Jhonson, o arroz geneticamente (GM) modificado em desenvolvimento na Austrália pode contribuir para reduzir a desnutrição no mundo. “Ao contrário dos suplementos minerais, as culturas GM são uma opção mais barata, confiável e sustentável no combate à deficiência de nutrientes como o ferro”, afirma o pesquisador.

De acordo com informações divulgadas pela Universidade de Melbourne, na Austrália, o arroz é um dos grãos mais consumidos em países em desenvolvimento. Em alguns lugares do mundo, a exemplo do sudeste asiático, o cereal representa 80 por cento do total de calorias ingeridas da população local. Entretanto, a variedade conhecida como arroz branco contém pouca concentração de nutrientes como o ferro, importante para o desenvolvimento das crianças.

Fonte: Universidade de Melbourne – Maio de 2010