Os vegetais desenvolvidos em laboratório atuariam como produtores de proteínas que não podem ser fabricadas quimicamente

Uma equipe de cientistas alemães do Fraunhofer Institute for Molecular Biology and Applied Ecology utiliza plantas para produzir biofármacos. Os vegetais funcionariam como fábricas de proteínas que, diferentemente de outras substâncias, não podem ser produzidas quimicamente.

Atualmente, já há produção biológica de medicamentos, a exemplo da insulina recombinante e de anticorpos que combatem o câncer. As substâncias produzidas por meio dessa técnica têm uma produção mais barata e em larga escala. Comparadas às produzidas em células animais, têm ainda a vantagem de que as plantas crescem mais rápido, são mais fáceis de cuidar e podem ser protegidas de influências nocivas.

A planta escolhida foi o tabaco, um vegetal bastante utilizado na biologia molecular por ser de fácil manuseio, o que significa que códigos genéticos para a produção de proteína farmacêutica podem ser introduzidos com mais facilidade. Além disso, grande quantidade de biomassa é produzida rapidamente, gerando, consequentemente, mais proteína desejada.

As substâncias produzidas estão sendo testadas em estudos clínicos. Por exemplo, anticorpos que podem ser usados em um gel íntimo usado por mulheres para a proteção contra infecção por HIV. Outro caso, a produção de vacina contra malária em plantas.

Fonte: Check Biotech – Maio de 2011