Uma reportagem da revista The Economist publicada no último dia 26 de novembro mostrou que uma pesquisa sul-coreana criou um meio para produzir um substituto biodegradável do plástico de petróleo por meio de bactérias geneticamente modificadas. O produto é o ácido polilático (PLA), considerado pela revista “uma das mais promissoras alternativas ao plástico feito de petróleo”, feito a partir de fontes renováveis como o milho e a cana-de-açúcar.

O PLA só recentemente alcançou viabilidade comercial de produção, e agora um grupo de cientistas liderado por Lee Sang-yup, do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul, diz ter criado um meio ainda melhor de produzir PLA, usando a ciência da biologia sintética.

Até agora o PLA é produzido em duas fases: primeiro uma fonte de amido ou açúcar, que pode ser um resíduo agrícola, é fermentado para se obter o ácido lático – a mesma substância produzida pelo corpo durante exercícios físicos, que neste caso é produzido pelo “exercício” de fermentação das bactérias. Numa segunda etapa as moléculas de ácido lático são ligadas em cadeias maiores ou polímeros, numa reação química, para produzir o PLA.

Segundo Dr. Lee reportou na revista Biotechnology and Bioengineering, eles produzem o PLA em uma única etapa, na própria bactéria. Nenhuma reação química pós-processamento é necessária.

Se o processo se tornar comercial, os pesquisadores acreditam que podem ser reduzidos significativamente os custos de produção do PLA. Além de embalagem para alimentos e bebidas, o PLA também é usado para outros fins como aparelhos e dispositivos médicos. Também possui potencial na utilização de roupas biodegradáveis, suprimentos e produtos de higiene, como fraldas descartáveis – objetos que levam décadas para se decompor. O Dr. Lee acredita que, com mais pesquisas, bactérias geneticamente modificadas serão capazes de produzir outros tipos de plásticos e poliésteres de fontes renováveis.

Fonte: The Economist – 02 de dezembro de 2009