Os garimpos de ouro de todo o mundo podem ganhar importantes aliadas na busca pelo metal precioso: as bactérias. Um projeto de pesquisa conseguiu desenvolver bactérias geneticamente modificadas que sinalizam a presença de ouro no ambiente.

Frank Reith, da Universidade de Adelaide, no sul da Austrália, descobriu que o ouro dissolvido é prejudicial à bactéria Cupriavidus metallidurans. Quando colocada na presença do metal, a bactéria ativa um conjunto de genes responsáveis por um processo de desintoxicação do ouro. Saber como os microrganismos fazem isto abrirá uma maneira inteiramente nova de se garimpar o metal, previu Gregor Grass, coautor do trabalho, da Universidade de Nebraska.

Reith e Grass desenvolveram uma versão geneticamente modificada de C. metallidurans que produz uma resposta visível quando os genes da desintoxicação são ativados. “Quando os microrganismos entram em contato com ouro, piscam uma luz que pode ser detectada com um fotômetro manual”, explicou Grass. Ele prevê que os garimpeiros poderão detectar onde o ouro está simplesmente tomando uma amostra de solo e adicionando as bactérias modificadas a ele.

“Há relatos de que as bactérias podem melhorar a produção de ouro, mas esta é a primeira vez que os cientistas identificaram a forma de atuação das bactérias”, disse John Stolz, microbiologista ambiental da Universidade Duquesne, em Pittsburgh, Estados Unidos.

Fonte: Redação CIB – 06/10/2009