O uso das bactérias GM pode ser uma forma mais barata e eficiente de limpar água contaminada com mercúrio

A Universidade de Porto Rico, nos Estados Unidos, desenvolveu bactérias geneticamente modificadas (GM) que suportam altas concentrações de mercúrio, acumulando-o em elevadas taxas. As mais resistentes suportam até 24 vezes mais mercúrio do que uma bactéria sem a modificação genética.

Essas bactérias podem ser usadas para limpar água contaminada com mercúrio, representando uma alternativa sustentável para processos industriais nos quais o metal é um resíduo. Esses microrganismos são capazes de capturar até 80% do mercúrio diluído. Além disso, como eles se agrupam, são facilmente removidos da solução, para posterior utilização do mercúrio capturado. Depois de limpa, a água também pode ser reutilizada. A ideia é bombear água contaminada para colunas contendo as bactérias GM.

As emissões de mercúrio estão aumentando em todo o mundo, principalmente por termoelétricas a carvão e incineradores de lixo. A exposição à forma mais tóxica, o metilmercúrio, pode causar danos permanentes à saúde. Hoje já existem métodos biológicos de limpeza para metais como o cobre, mas na natureza não há bactérias que sejam capazes de acumular o mercúrio.

Fonte: Argenbio – Agosto de 2011