O Instituto de Pesquisa Médica em Kuala Lumpur (Malásia) demonstrou, em uma pesquisa, que poderia liberar milhões de mosquitos Aedes aegypti do sexo masculino que foram geneticamente modificados (GM) para produzir prole que morre na fase larval. A liberação de um número suficiente de machos estéreis teoricamente aumentaria a competição com o macho tipo selvagem que é fértil, reduzindo a população. A “técnica de mosquito estéril” já foi utilizada no passado com sucesso para a eliminação de moscas, porém os organismos tornavam-se estéreis por radiação.

Cientistas da Malásia têm trabalhado com mosquitos criados por uma empresa do Reino Unido. Essa empresa integrou um elemento genético, conhecido como LA 513, dentro do DNA dos mosquitos. A modificação genética faz com os descendentes morressem na fase larval, caso não fossem alimentados com a droga tetraciclina. Os selvagens, que tiveram o gene modificado, em ensaio em ambiente realista, demonstraram ser capazes de reduzir a população local de A. aegypti.

Alphey, pesquisador responsável pelos mosquitos GM, reuniu-se com a Academia de Ciências da Malásia em 16 de maio, e disse que a reunião correu bem. Ramachandran, que preside a comissão competente e tem décadas de experiência em pesquisas sobre doenças tropicais, afirmou que “a ciência é excelente”. Ele acrescenta que, “quaisquer riscos relacionados a organismos GM devem ser equilibrados contra os potenciais benefícios”, observando que a Malásia apresenta dezenas de milhares de casos de dengue em cada ano.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a propagação da dengue desde a década de 1970 pôs 2,5 mil milhões de pessoas em risco, com um valor estimado de 50 milhões de casos por ano.

Fonte: http://www.nature.com /news/2008/080521/ full/453435a.html – 21.05.2008