Uma simples batata pode ajudar cientistas a proteger mulheres de um vírus sexualmente transmitido, o papilloma humano (HPV), que causa quase todos os tipos de câncer cervical. Não são todos os tipos de HPV – termo usado para designar mais de 80 tipos diferentes de vírus – que causam alterações pré-cancerígenas, mas algumas cepas estimulam a divisão anormal da célula associada com a doença. Pesquisadores americanos esperam criar por meio da engenharia genética uma batata que conteria uma vacina contra o HPV. Estima-se que cerca de 15% das mulheres na faixa etária dos 20 aos 30 anos e 6% das acima dos 40 têm esse vírus. As batatas transgênicas produzidas e testadas pelos cientistas da Universidade de Rochester, Cornell University e Tulane University provocaram uma resposta do sistema imunológico em ratos que as mastigaram. E, quando potencializadas com uma substância derivada de uma bactéria (E.coli), para elevar sua eficácia, as batatas estimularam o sistema imunológico da mesma forma considerada necessária para proteger humanos do vírus. O dr. Rose disse que a “batata-vacina” pode tornar-se um meio altamente efetivo de proteger mulheres em países em desenvolvimento, onde ocorrem 80% das mortes por câncer cervical. Os pesquisadores americanos estão também examinando a possibilidade de usar bananas como um vetor para vacinas. Potencialmente, elas podem dar melhor resultado porque, ao contrário das batatas, normalmente são comidas cruas. Portanto, não há risco de a vacina ser destruída no processo de cozimento. Esse texto você encontra na íntegra no site: Leia texto original em inglês