A fim de competir com os combustíveis fósseis no mercado mundial, o governo brasileiro pretende estimular ainda mais a agricultura da cana nos próximos anos

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em colaboração com a iniciativa privada, está desenvolvendo variedades de cana-de-açúcar com maior teor de açúcar. Estudos preliminares indicam que a nova técnica pode aumentar a produtividade entre 30% e 40%. Os resultados dessa cooperação devem estar prontos para a etapa regulatória em 2015.

Com a intenção de competir com os combustíveis fósseis no mercado mundial, o governo brasileiro pretende estimular ainda mais a agricultura da cana nos próximos anos e tornar a produção de bioetanol mais eficiente. O objetivo é produzir bioetanol e derivados como bioetileno e biopropileno, aumentando ainda mais a produção de etanol de fontes renováveis.

O diretor executivo do CTC, Nelson Boeta, afirma que a cana é a planta a partir da qual pode ser retirada a maior quantidade de biocombustível. “É o vegetal mais competitivo no que diz respeito à capacidade de gerar energia renovável”, afima Boeta. Em virtude dessa característica, assim que for comprovado que a produção de bioetileno por meio da cana-de-açúcar é mais efetiva do que pelo processo petroquímico, o CTC estima que as empresas vão começar a produção comercial no Brasil numa escala de 500.000 toneladas por ano.

Atualmente, os combustíveis disponíveis no País têm entre 25% e 30% de bioetanol em sua composição. As pesquisas estão sendo desenvolvidas principalmente no Brasil, onde é produzida 40% da cana-de-açúcar do mundo.

Fonte: GMO Compass – 02 de Junho