Pesquisadores do Brasil e da China estão envolvidos em uma parceria para produzir uma variedade de algodão geneticamente modificado (GM). Falta pouco para que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e a Academia Chinesa de Ciências Agrícolas assinem o acordo. Este é o terceiro tratado de cooperação entre os países na área de tecnologia agrícola, que teve início em 2003.

O supervisor da Embrapa, Bonifácio Guimarães, ressaltou que as relações com os chineses cresceram nos últimos quatro anos graças à assinatura de um memorando com a Academia Chinesa de Ciências Agrícolas. A expectativa agora é tornar cada vez mais estreita esta ligação.

Guimarães esteve em Beijing, na China, em uma missão pelo Ministro de Relações Exteriores do Brasil. O objetivo da viagem foi preparar o encontro de cooperação tecnológica e científica com os chineses, agendado para dezembro.

“A China ainda tem muito a nos oferecer, como o material genético, por exemplo. E nós, brasileiros, temos bastante a oferecer também, como na área de agriculturas de exatidão” disse o supervisor.

Um dos tratados assinados recentemente diz respeito à troca de material genético e conhecimento em biotecnologia _ principalmente no cultivo de algodão, frutos, vegetais, trigo e soja. Outro tratado foi efetuado no ano passado com o Instituto de Nacional Chinês de Pesquisa do Arroz. Também em 2006, a instituição brasileira assinou um memorando de cooperação com a Universidade de Longyan na área de cogumelos medicinais.

Fonte: Checkbiotech – 27 de abril de 2007