Depois da produção de insulina em leveduras e microorganismos geneticamente modificados, que eliminou o problema da alergia dos diabéticos, vem aí a insulina vegetal. Além de ser mais segura para a saúde humana, a novidade promete baixar os custos de produtividade em até 70% e permitir o acesso da população de baixa renda, uma vez que chegaria ao mercado com preços 40% abaixo da média.

A companhia canadense, responsável pelo produto, anunciou que pode fabricar 1.000 kg de insulina vegetal com investimentos da ordem de US$ 80 milhões. A mesma quantidade da proteína tradicional é produzida hoje ao custo de US$ 250 milhões. Segundo os cálculos da empresa, a demanda global pelo produto saltará dos atuais 5.000 kg para 16.000 kg, em 2010.

A insulina é uma proteína humana complexa, difícil de ser produzida em vegetais – neste caso, foi obtida em plantas de cártamo, modificadas pelas técnicas da biotecnologia para receber o gene humano que expressa a proteína. Por isso a notícia foi considerada uma grande façanha. O próximo passo agora é a aprovação do Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, para pesquisa clínica – o que deve acontecer no final de 2007.

Fonte: Globe and Mail