O arroz é hoje objeto de diversas pesquisas biotecnológicas devido a sua importância alimentícia para os países orientais. Duas novas variedades geneticamente modificadas de arroz estão sendo testadas na região: o arroz resistente às inundações, conhecido como “super arroz inundado”, e o resistente a pragas.

O primeiro foi desenvolvido na China, país que já aumentou a produção em até 25% com a adoção do super arroz inundado em relação ao convencional. A variedade geneticamente modificada é cultivada em 200 mil hectares. Entre 1999 e 2001, a produção de arroz cresceu 200 mil toneladas com a adoção de sementes transgênicas.

Primeiro país asiático a desenvolver lavouras a partir de organismos geneticamente modificados, a China conta atualmente com cinco variedades de plantas geneticamente modificadas aprovadas para a comercialização e hoje é o quarto em área cultivada com transgênicos no mundo, atrás dos Estados Unidos, da Argentina e do Canadá.

Os chineses são também um dos maiores investidores mundiais em pesquisas de transgênicos. Segundo o diretor do Instituto de Biologia da Academia Chinesa de Ciências, Zhu Zhen, os investimentos do governo chinês em biotecnologia giram em torno de US$ 271 milhões por ano. No ano passado, a Universidade de Zheijang começou a desenvolver duas novas espécies de arroz geneticamente modificado, resistentes a lagartas e brocas.

Pesquisadores da Universidade de Shandong anunciaram o desenvolvimento de variedades de soja, arroz e tomate que podem ser cultivados em solo com alta concentração de sal. Por enquanto, as variedades resistentes ao sal estão sendo produzidas apenas experimentalmente, na universidade, mas espera-se que logo sejam comercializadas. Um pesquisa como esta é essencial para o país, que tem 33 milhões de hectares de solo salgado.

Filipinas

O arroz geneticamente modificado também promete ganhar espaço nas Filipinas, outro país em que o grão é essencial. O Philrice (Instituto Filipino de Pesquisas do Arroz) espera que a variedade de arroz transgênico seja comercializada no país em três anos.

O instituto está desenvolvendo uma variedade resistente à bactéria Xanthomonas oxyzae, a mais comum das plantações de arroz filipinas. Quando a bactéria ataca, cerca de 70% da plantação é perdida.

A nova variedade já está sendo testada em campo, com a medição das plantas, pesagem das sementes e acompanhamento da data de florescimento. Os testes incluem também imersão das plantas em tanque com cultura de bactérias. Os resultados preliminares mostram que o arroz transgênico tem forte resistência à Xanthomonas oxyzae.