A China está avançando em ritmo acelerado no desenvolvimento de arroz geneticamente modificado (GM). A declaração foi proferida pelo professor da Universidade de Stanford, Scott Rozelle, perito em agricultura no país mais populoso do mundo, durante o 32º Grupo de Trabalho Técnico em Arroz, em San Diego, Califórnia. No encontro, o professor falou a 325 pesquisadores de arroz e agricultores, entre outros.

A produção de arroz branco na China totalizou 139,5 milhões de toneladas nesta temporada, o que representa 30% da produção mundial. Em comparação, a produção dos Estados Unidos ficou por volta de 6,3 milhões de toneladas.

Rozelle visitou laboratórios chineses de pesquisa com arroz, reuniu-se com produtores de arroz e ainda estudou os esforços da China para desenvolver arroz geneticamente modificado (GM).

Na visão do pesquisador, nos últimos 10 anos a China foi a economia agrícola mais produtiva do mundo. Entre 1985 e 1995, a produtividade chinesa superou em 2% ao ano o seu sistema alimentar, ou seja, seu crescimento agrícola foi mais rápido que seu crescimento populacional. Desde 1995, a taxa de produtividade tem sido superior a 3%. “Enquanto o resto do mundo está diminuindo as despesas agrícolas, a China duplicou seu investimento em pesquisa e desenvolvimento agrícola”, disse Rozelle.

Segundo Rozelle, o maior avanço na biotecnologia em todo o mundo até agora é o algodão Bt, e a China tem cerca de seis milhões de hectares de algodão resistente a insetos lepidópteros. Desde 2002, a China mostra sua intenção em desenvolver comercialmente arroz GM, alimento base para mais de 50% da população do mundo. Rozelle ajudou analisar os dados do arroz transgênico em três sítios chineses. Em todos eles, a variedade mostrou rendimentos positivos em alguns anos, mas não em outros. No entanto, esta não é a principal razão da China estar desenvolvendo arroz GM.

“O maior benefício foi a redução da utilização de pesticidas, principalmente para a broca do colmo. Dos agricultores que usavam arroz GM, 62% não aplica pesticidas nos cultivos transgênicos”, disse Rozelle.

FONTE: Checkbiotech – 2 de abril de 2008