A importância da cotonicultura no agronegócio brasileiro vem aumentando a cada safra e, com a aplicação da Biotecnologia no desenvolvimento das lavouras, a produção de algodão amplia seu potencial de crescimento. Este cenário promissor no Brasil e no mundo levou o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) a elaborar o Guia do Algodão – Tecnologia no campo para uma indústria de qualidade, em colaboração e apoio de diversas entidades e institutos de pesquisa. O consumo mundial de algodão cresceu pelo segundo ano consecutivo, de acordo com estatísticas do Cotton Council International (CCI), atingindo 8,2 milhões de fardos em 2006 – 7,5% a mais que em 2005. Por aqui, a área cultivada na safra 2006/2007 foi 22% maior que a anterior, alcançando 1,05 milhão de hectares (10% desse total com variedades transgênicas).

A exemplo dos outros materiais informativos produzidos pelo CIB – como o Guia do Milho, de 2006, e o Guia de Transgênicos, de 2004 –, o Guia do Algodão reúne, de forma didática, dados que remontam desde a origem do produto até às modernas técnicas de melhoramento genético. Assim, o leitor terá a oportunidade de conhecer as espécies mais comuns surgidas na África Central há 5 mil anos e saber mais sobre as atuais ferramentas da biotecnologia. Tudo isto contemplando informações técnicas e científicas fundamentais a respeito da segurança alimentar e ambiental, além dos benefícios das plantas geneticamente modificadas.

O principal objetivo do trabalho é esclarecer diversos públicos sobre os benefícios do produto GM e desmistificar conceitos muitas vezes divulgados erroneamente sobre a cultura transgênica. Os produtores de algodão, por exemplo, vêm conhecendo de perto os benefícios da Biotecnologia para essa cultura, por meio de plantas resistentes a pragas e tolerantes a herbicidas, presentes em diversos países. Em breve, devem ainda chegar ao mercado mundial variedades com melhor qualidade das fibras e maior eficiência para a produção de óleo.

“Imagine a imensa contribuição que a aplicação da biotecnologia pode oferecer, por exemplo, no desenvolvimento de um produto mais rentável e eficiente a ser usado na produção de biodiesel”, afirma a Diretora-Executiva do CIB, Alda Lerayer. “Certamente é um reforço valioso para que o País incremente a exportação da tecnologia brasileira no campo dos biocombustíveis”, enfatiza.

O material tem 16 páginas e é ilustrado com imagens, gráficos e tabelas sobre o plantio no Brasil e em diversos outros países, como Estados Unidos, China, Índia e Uzbequistão. Todo o conteúdo recebeu o aval técnico-científico de renomados pesquisadores em atividade, como Ederaldo José Chiavegato e Carlos Eduardo Carneiro Ballaminut, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP); Camilo de Lellis Morello, da Embrapa Algodão; Walter Jorge dos Santos, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar); e Eleusio Curvelo Freire, da Cotton Consultoria.

O Guia do Algodão tem apoio das seguintes entidades: Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit); Associação Brasileira do Algodão (Abralg); Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem); Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa); Embrapa Algodão; Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP); e Fundo de Apoio à Cultura do Algodão (Facual).