O CIB está lançando o Guia do Combustível Renovável. A publicação traz números atualizados sobre o mercado internacional e texto didático a respeito do processo de fermentação, passando pela utilização de leveduras nos processos industriais até o uso da biotecnologia em microrganismos geneticamente modificados para a produção de diesel renovável.

Cenário atual

Os combustíveis renováveis representam uma das soluções necessárias para diminuir a dependência energética do petróleo e reduzir o aquecimento global. Nos próximos 30 anos, segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda por combustíveis crescerá 50% em todo o mundo. Só a procura por variedades líquidas será 55% maior no período.

O etanol e o biodiesel são os primeiros biocombustíveis líquidos já utilizados. O Brasil, além de ser o maior exportador de etanol do mundo, é também o país que mais consome combustíveis renováveis, considerando a frota doméstica de veículos. Esses resultados são fruto da tecnologia desenvolvida por empresas e instituições brasileiras nas últimas três décadas.

“Somam-se ao fato de termos sido um dos pioneiros na fabricação de combustíveis renováveis, a nossa biodiversidade e as boas condições climáticas do País, que permitem o plantio sustentável de matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis”, esclarece Patrícia Fernandes, professora e pesquisadora Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Em 2008, o Brasil produziu aproximadamente 25 bilhões de litros entre etanol e biodiesel. Somente o etanol gerou US$ 7,8 bilhões em divisas, e o setor sucroalcooleiro emprega mais de um milhão de pessoas. Números elevados para a produção em uma área relativamente pequena: cerca de 3,6 milhões de hectares. Com o uso da biotecnologia na área, esses dígitos devem subir ainda mais, fator determinante para que o País se mantenha na liderança do mercado mundial.

Consultoria Técnica

O Guia do Combustível Renovável conta com a consultoria técnica dos professores Patrícia Machado Bueno Fernandes (UFES), Fernando Araripe Torres (UnB), Lídia Maria Pepe de Moraes (UnB) e Roberto Rodrigues (FGV) e o apoio dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, das Universidades de Brasília (UNB) e Federal do Espírito Santo (UFES), além do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (GV Agro), União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e Núcleo de Inovação Tecnológica do Espírito Santo (Nites).

“Os biocombustíveis representam uma das mais importantes revoluções do século XXI, e o Brasil está na liderança dessa tecnologia. Achamos importante que a população esteja informada sobre os benefícios da biotecnologia nessa área”, diz Alda Lerayer, Diretora-Executiva do CIB.