O CIB está lançando o guia “O que você precisa saber sobre transgênicos”. Com dados atualizados e texto didático, a publicação traz informações sobre as principais questões que envolvem a biotecnologia no dia-a-dia da população.

O guia tem uma tiragem inicial de 35 mil exemplares e está sendo distribuído gratuitamente. A edição – que pode ser solicitada ao CIB ou baixada em PDF no site – traz ainda um mapa-múndi encartado, que mostra os países que já liberaram variedades transgênicas.

Aval científico

Assim como outros materiais publicados pelo CIB, o guia sobre transgênicos contou com a consultoria técnica de vários pesquisadores brasileiros, entre eles:

  • Elíbio Rech – Engenheiro Agrônomo, Ph.D. em Genética Molecular, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e membro da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento;
  • José Maria da Silveira – Engenheiro Agrônomo, doutor em Economia e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • Marcelo Gravina – Engenheiro Agrônomo Ph.D. em Fitopatologia e Biologia Molecular e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS);
  • Marcelo Menossi Biólogo, Ph.D. em Genética Molecular e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • Neuza Brunoro Nutricionista, Ph.D. em Ciência e Tecnologia de Alimentos e professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV);
  • Patrícia Fukuma – Advogada especialista em Relações de Consumo e sócia da Fukuma Advogados.

A intenção com a publicação é comunicar diversos setores da sociedade, em especial os consumidores, a respeito dos benefícios dos organismos geneticamente modificados e de como eles estão presentes na vida dos cidadãos.

“Há pelo menos 13 anos as plantas transgênicas fazem parte da vida das pessoas no mundo”, diz Alda Lerayer, diretora-executiva do CIB. No Brasil, a soja e o milho geneticamente modificados já são consumidos e, em breve, outros alimentos chegarão às nossas mesas. “O guia é resultado da nossa preocupação em deixar o consumidor informado sobre os avanços da biotecnologia”, complementa.

De acordo com Neuza Brunoro, pesquisadora do Departamento de Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Viçosa (MG), a ciência vem desenvolvendo plantas que podem contribuir para a redução de deficiências nutricionais, inclusive por meio da biotecnologia. A anemia e outros problemas relacionados à carência de micronutrientes, por exemplo, atingem cerca de 3 bilhões de pessoas no mundo. “No futuro, chegarão ao mercado os alimentos biofortificados, geneticamente modificados para serem mais nutritivos ou funcionais”. Para ela, “esse é um passo muito positivo e deve ser compartilhado com a sociedade”.