Steve Taylor, uma das maiores autoridades mundiais em alergias e professor da Universidade de Nebraska (EUA), afirmou que a biotecnologia pode oferecer a oportunidade de reduzir a alergenicidade das plantas. “A engenharia genética tem um grande potencial para o futuro”, disse o especialista, que participou do I Simpósio Brasileiro sobre Avaliação de Segurança de Alimentos Geneticamente Modificados, que ocorreu de 8 a 11 de setembro, no Rio de Janeiro.

Para Taylor, é muito remota a possibilidade de um alimento geneticamente modificado causar alergia nos consumidores. “Esses produtos que estão sendo utilizados pela indústria foram testados e os princípios de avaliação são importantes e suficientes para checar o potencial alergênico dos alimentos. As empresas estão aplicando esses testes e tomando decisões responsáveis. As plantas em que foram encontradas agentes alergênicos estão fora do mercado”, disse.

Taylor lembrou que de 2% a 2,5% da população americana, principalmente crianças e jovens, são atingidos por alergias. Quanto mais proteínas tiver os alimentos, maiores são as chances de causar uma reação alérgica. Segundo o pesquisador, os produtos alergênicos pertencem a oito grupos. Entre eles estão os derivados de amendoim, soja, leite, ovo, castanha, peixes, trigo e crustáceos.

“No futuro, os alimentos geneticamente modificados serão ainda mais eficientes, apresentando outras modificações em sua estrutura. Precisamos, então, cada vez mais de exames para avaliar a produção de proteínas que podem causar algum dano”.

O simpósio sobre alimentos geneticamente modificados foi promovido pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde, e da Ciência e Tecnologia, além da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Participaram do evento cerca de 150 pessoas, entre cientistas, representantes de entidades e empresas relacionadas ao setor e pesquisadores.