Por meio da biotecnologia, pesquisadores isolaram o gene Sw-5, um fator de resistência ao vírus do vira-cabeça encontrado em espécies de tomate silvestre.

Uma pesquisa realizada pela Embrapa Hortaliças em conjunto com a Universidade de Brasília (UnB) poderá, nos próximos anos, reduzir os impactos de uma das principais doenças do tomateiro, o vira-cabeça. De acordo com o pesquisador da Embrapa, Carlos Alberto Lopes, a patologia é causada por vírus e seu controle é complexo. “Por isso a melhor estratégia para resolver o problema está no melhoramento genético”, afirma Lopes.

Por meio da biotecnologia, pesquisadores isolaram o gene Sw-5, um fator de resistência ao vírus do vira-cabeça encontrado em espécies de tomate silvestre. Posteriormente, o gene foi introduzido em variedades comerciais brasileiras que confirmaram a resistência aos principais tipos de vírus.

O próximo passo no desenvolvimento do tomate resistente aos vírus tem a contribuição do pesquisador Érico de Campos Dianese. Ele descobriu uma “impressão digital” que mostra quando um tomateiro é resistente à doença. O novo marcador, derivado do próprio gene Sw-5, é ideal para diferenciar, sem margem de erro, plantas suscetíveis e resistentes.

Fonte: Embrapa- Julho de 2010