DNA-AB-300x200Atualmente as plantas transgênicas disponíveis no mercado têm genes que agem em todas as partes do vegetal. Isso significa que, quando um gene é inserido, raízes, caule, folhas e frutos expressam a proteína que ele codifica. Pesquisadores brasileiros, entretanto, descobriram uma maneira de restringir a manifestação de características adquiridas por meio da transgenia.

O estudo, liderado pela doutora Juliana Dantas de Almeida, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, envolve o uso dos chamados “promotores” – sequências de DNA que definem como os genes inseridos no genoma se manifestam. Enquanto os “promotores constitutivos” fazem com o gene atue em todo o vegetal, os “específicos” são capazes promover a expressão de características apenas em determinadas partes.

A utilização de promotores específicos, técnica patenteada pela Embrapa, poderia ser útil para desenvolver plantas resistentes a doenças causadas por fungos, a exemplo da Ferrugem Asiática que ataca a folha da planta até que ela não consiga mais fazer a fotossíntese.  “Com um gene resistente a fungos sob o comando de um promotor constitutivo, a planta inteira pode vir a ser tóxica para fungos, inclusive para os benéficos que promovem a fixação de nitrogênio na raiz; com o promotor específico, conseguiríamos expressar só na folha a característica”, explica Juliana.

Uma das vantagens dessa tecnologia é a ausência de traços de transgenia no fruto, o que poderia reduzir a rejeição de parte dos consumidores. Além disso, os estudos também visam trabalhar genes que reduzem a transpiração das plantas por meio das folhas, tornando-as, assim, tolerantes ao clima seco.

Fonte: Embrapa – Maio de 2013