Pesquisadores adicionaram material genético bacteriano à vinca para produção de compostos de interesse.

Há muito tempo usamos a grande variedade de compostos medicinais produzidos pelas plantas. Agora, cientistas do MIT, Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de expandir esse potencial farmacêutico por meio da engenharia genética. Este processo faria que vegetais geneticamente modificados produzissem compostos que podem ter funções medicinais.

Os cientistas, liderados pela professora associada Sarah O’Connor, adicionaram material genético bacteriano à Catharanthus roseus, também conhecida como vinca, que a partir de então pode anexar halogênios como cloro ou bromo em uma classe de compostos chamados alcalóides, que a planta produz normalmente. Muitos dos alcalóides possuem propriedades farmacêuticas, e os halogênios, que são utilizados em antibióticos e outros remédios, podem tornar os medicamentos mais efetivos ou mais duradouros no corpo.

A introdução de novos genes em plantas já havia sido feita anteriormente: em 1990 cientistas produziram uma planta capaz de produzir um inseticida chamado Bt, por meio da introdução de um gene de bactéria. Entretanto, a abordagem da equipe de O’Connor vai além da adição de um gene que codifica uma determinada proteína. “A engenharia genética de metabolismo mexe em uma série de reações, levando a uma grande variedade de possíveis produtos”, afirma Sarah O’Connor.

Fonte: Nature – 03 de Novembro de 2010