Microalga-A-300x200Pesquisadores alemães sequenciaram o genoma de uma microalga conhecida como cocolitoforídeo. Apesar de ser muito pequena – visível somente por microscópio -, a Emiliania huxleyi é muito conhecida por sua adaptabilidade e pode ser encontrada desde a região da Linha do Equador até o sub-ártico. Além disso, contribui para atenuar o efeito estufa, absorvendo grandes quantidades de dióxido de carbono na superfície dos oceanos.

Devido à importância dessa microalga para o equilíbrio do ecossistema e da cadeia alimentar, os cientistas sequenciaram seu DNA com a intenção de estudar seus mecanismos e, assim, entender melhor o impacto que os gases de efeito estufa têm sobre ela. Como resultado do mapeamento: foram identificadas 141 milhões de bases nitrogenadas e pelo menos 30 mil genes. Esse número é aproximadamente 33% maior do que o encontrado em seres humanos.

PenhascosBrancos-300x200Além disso, de acordo com os pesquisadores, identificar os genes e proteínas que formam a concha dessas microalgas – que é fina, dura e rica em carbonato de cálcio – poderá ajudar no desenvolvimento de novos materiais compostos para próteses ósseas.

Mas esses seres vivos, apesar de serem muito pequenos, podem ser observados a olho nu quando formam amontoados de bilhões dessas microalgas, a exemplo dos Penhascos Brancos de Dover, na Inglaterra (à esquerda). No oceano, elas são capazes de cobrir milhares de quilômetros quadrados e, graças à sua fluorescência, são visíveis até mesmo do espaço.

 

Fonte: Nature – Junho de 2013