Em estudo inovador, cientistas espanhóis desenvolveram camundongos geneticamente modificados (GM) que podem resistir ao câncer, além de possuírem uma capacidade de envelhecimento muito mais lenta que os camundongos normais.

A equipe de pesquisadores da Universidade de Valência (Espanha) modificou os genes dos camundongos de modo a aumentar a quantidade de uma proteína específica, chamada telomerase. Essa proteína ajuda a célula a se regenerar, permitindo que fique mais jovem por muito mais tempo.

Tentativas anteriores de aumentar a quantidade de telomerase tornaram os camundongos mais vulneráveis ao câncer. Neste novo estudo, os pesquisadores conseguiram que os animais se tornassem resistentes a doença.

Os camundongos resultantes apresentaram um melhor envelhecimento muscular, de tecido e de pele saudável e menos problemas digestivos, além de envelhecerem mais lentamente do que os animais que não tiveram seus genes modificados.

“Pelo aumento simultâneo da quantidade da telomerase e da resistência ao câncer, nós fomos capazes de atrasar o envelhecimento de camundongos em 40%”, disse ao jornal The Telegraph, Maria A. Blasco, pesquisadora responsável pelo Centro Nacional Espanhol de Pesquisa do Câncer.

“Estes camundongos chegaram a viver mais que qualquer outro animal da mesma espécie que se tenha registro. Se traçarmos um paralelo com os seres humanos, isso significaria vivermos até os 120 anos e envelhecermos bem mais tarde”, acrescenta ela.

Fonte: Telegraph – 14 de novembro de 2008