O Guandu, comum nas regiões centrais do Brasil, está adaptado a altas temperaturas e condições de seca.

Uma equipe de cientistas indianos e chineses do Instituto Internacional de Pesquisas de Colheita nos Trópicos Semiáridos (Icrasat, na sigla em inglês), localizado na cidade de Hyderabad, na Índia, sequenciou o DNA completo do Guandu (Cajanus cajan), uma leguminosa da família da soja. Os resultados do trabalho do foram divulgados na revista científica “Nature Biotechnology”.

Adaptada a altas temperaturas e condições de seca, o guandu teve seus 48.680 genes mapeados. Desses, cerca de 200 são únicos da espécie e estão ligados à capacidade de resistência da planta às secas. Os pesquisadores acreditam que esse traço genético possa ser transferido a vegetais da mesma família, a exemplo da soja, o feijão-caupi e outros tipos de vagem.

O guandu é a segunda leguminosa a ter seu genoma desvendado, atrás apenas da soja. Para William Dar, diretor-geral do Icrasat, atualmente são necessários até 10 anos para gerar uma nova variedade do guandu. Com o sequenciamento genético, este tempo pode cair para até 3 anos.

A planta é comum na região central do Brasil, em outros países da América do Sul, África e Ásia. A Índia é o principal produtor da planta no mundo. Fonte de proteínas, a leguminosa compõe uma dieta balanceada quando combinado com cereais.

Fonte: Nature – 07 de Novembro de 2011