Uma nova descoberta pode ampliar as possibilidades para o tratamento com hormônio de crescimento em humanos. Um time de pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, identificou que o hormônio leptina desempenha um papel fundamental na sobrevivência dos anfíbios. Sabe-se que substância é secretada pelas células de gordura e auxilia na regulação da entrada de alimento nos seres humanos e em outros mamíferos. Entretanto, a recente descoberta é a primeira a relacionar o papel da leptina ao crescimento de membros e a revelar a presença do hormônio em um animal de sangue-frio – neste caso, a rã africana Xenopus laevis.

Os cientistas deram doses de leptina às rãs em estágios de desenvolvimento diferentes. Como nos mamíferos, o hormônio agiu no cérebro do anfíbio para suprimir o apetite (girinos mais velhos pararam de comer e perderam peso). Mas teve um efeito diferente nos girinos mais novos, ao resultar num crescimento prematuro dos membros. O estudo sugere que a leptina sinaliza aos girinos que eles comeram o suficiente e possuem reservas de gordura para sustentar o crescimento dos membros.