Pesquisadores do Instituto Boyce Thompson (BTI), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e colaboradores da China e da França acabam de mapear o genoma da cabaça (Lagenaria siceraria). A fruta, também conhecida como porongo ou coité, foi uma das primeiras plantas cultivadas no mundo, tanto para uso na alimentação, quanto para servir de recipiente de água. No Brasil, estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, utilizam variedades dela para a confecção de cuias de chimarrão, infusão típica de erva-mate e água. Já o miolo da fruta pode ser utilizado para ração animal e produção de medicamentos.

Zhangjun Fei, cientista e professor da BTI | btiscience.org

A descoberta permitiu aos pesquisadores americanos recompor a história genética da família das cucurbitáceas (da qual, além da cabaça, também fazem parte a abóbora, a abobrinha, o melão, a melancia e o pepino). “A partir do sequenciamento do DNA desta e de outras espécies da mesma família, reconstruímos o genoma do antepassado comum mais recente de todas essas plantas. Isso nos ajudou a entender a evolução desses vegetais” afirma o cientista e professor da BTI, Zhangjun Fei.

De acordo com os pesquisadores, a conclusão deste estudo abre caminho para que genes sejam transferidos entre espécies de cucurbitáceas, visando a expressão de características de interesse. Os cientistas apontam, por exemplo, para os genes relacionados à resistência ao vírus da mancha anelar do mamoeiro (PRSV), identificados no sequenciamento genético da cabaça.

 

Fonte: BTI Science, dezembro de 2017.