Uma parceria entre cientistas do Reino Unido, do Canadá e dos Estados Unidos pretende seqüenciar por completo o genoma de um dos parasitas que causam a elefantíase. Este é o primeiro passo no sentido do desenvolvimento de remédios para o tratamento da doença.

O trabalho foi publicado na revista Science e compara o genoma do Brugia malayu, um verme parasita, com o de outros organismos semelhantes, com a finalidade de identificar genes relacionados especificamente ao parasitismo.

A elefantíase, ou filariose linfática, é uma doença transmitida por mosquitos e causada por várias espécies de vermes nematóides, como o B. malayi. Ela atinge 100 milhões de pessoas, a maioria de países em desenvolvimento. Quando o parasita age, ele se instala nos gânglios linfáticos do indivíduo, o que produz inchaço e crescimento anormal das pernas e de órgãos genitais. Apesar de haver tratamentos efetivos, eles são extensos e as drogas utilizadas causam notáveis efeitos colaterais.

Os pesquisadores identificaram 11.500 genes que codificam proteínas e, surpreendentemente, entre 20% e 30% destes genes não haviam sido relatados previamente em nenhum outro organismo.

Algumas das proteínas codificadas por este grupo particular de genes parecem ser proteínas imunomoduladoras, ou seja, que regulam o funcionamento do sistema imunológico do hospedeiro. Como estes genes não existem nos seres humanos, seriam um bom alvo de acesso para drogas e vacinas.

Fonte: Scidev – 24 de setembro de 2007