As células têm uma capacidade notável para vigiar seus conteúdos genéticos e, quando acontecer algo de errado, tentar reparar o dano antes que se desenvolva uma condição ameaçadora ao organismo.

Um dos principais segredos da natureza tem sido como, exatamente, as células fazem para monitorar a integridade de seus genomas e também identificar problemas, intervir e reparar DNAs quebrados ou com codificação errada.

Uma nova pesquisa descreve uma base de dados desenvolvida por um grupo do Instituto Médico Howard Hughes e da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que fornece o primeiro retrato detalhado de um exército de mais de 700 proteínas que ajuda a manter a integridade do DNA.

A resposta do DNA a danos é um evento rotineiro na vida de qualquer célula. O estresse causado por fatores ambientais, como a exposição a raios ultravioleta, à radiação ionizante ou a outros fenômenos ambientais podem causar a quebra do DNA ou alterar o arranjo de seus pares de bases de nucleotídeos de maneira prejudicial à saúde.

Se tais mutações não forem detectadas, elas podem se acumular ao longo do tempo e levar, em última instância, a problemas como câncer ou diabetes. Elledge ligou a resposta do DNA a danos a um centro de comando e controle, que envia sensores e dispara um alarme para ativar diferentes padrões de reparos.

O pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes explicou que duas enzimas críticas, conhecidas como ATM e ATR, agem como sensores para detectar problemas e disparar a resposta do DNA a danos, acionando o aparato de reparo molecular das células.

Ao observar como o ATM e ATR reagem a danos nas células, os pesquisadores descobriram que um pequeno exército molecular – composto por mais de 700 proteínas diferentes – é convocado quando o DNA da célula precisa de reparos.

Fonte: Agência Fapesp – 25 de maio de 2007