A decisão, tomada pelo Instituto Colombiano de Agricultura (ICA), baseia-se na análise realizada pela CTNBio local – órgão do qual fazem parte o Ministério de Meio Ambiente, Desenvolvimento Territorial, Proteção Social, Agricultura, Desenvolvimento Rural, Fazenda, Ciência e Tecnologia colombianos – e foi consenso, uma vez realizados estudos técnicos e científicos e contemplados os aspectos econômicos e sociais.

A aprovação permite o uso de sementes de milho GM em zonas agroecológicas, com exceção das áreas indígenas, e com uma distância de no mínimo 300 metros de cultivos de milho convencionais.

Estes cultivos deverão servir para alimentação humana e animal, de acordo com as autorizações outorgadas pelo Ministério da Proteção Social.

Os cultivos GM são parte das opções tecnológicas propostas pelo governo colombiano para melhorar a competitividade do setor agrícola, que enfrenta problemas sanitários na produção de grãos. Adicionalmente, o cultivo de milho GM na Colômbia alcançou importância devido a oportunidade de utilização desta espécie para a produção de biocombustíveis. E assim, os Ministérios da Agricultura e do Desenvolvmento Rural estabelecem uma meta para o ano de 2010 de 30% de plantios de milho GM.

Espera-se, deste modo, que agricultores e consumidores comecem a receber os benefícios da adoção desta tecnologia, os quais reportam um incremento nos rendimentos de 5 a 25%, da ordem de 112 dólares por hectare, e redução de 10% do volume de inseticidas usados na lavoura.

Os países que atualmente plantam milho GM são Estados Unidos, Canadá, Argentina, África do SUl, Uruguai, Filipinas, Espanha, França, Honduras, República Checa, Portugal, Alemanha e Eslovaquia.

Fonte: Agrobio, ICA, Ministerio de Agricultura e Desenvolvimento Rural e ISAAA